sábado, 31 de outubro de 2009

MINHA AMIGA FALA DOS DE HOJE, COMO SE ANTES FOSSE DIFERENTE.


O GOVERNO FHC E O LEGISLATIVO


Quando Fernando Henrique Cardoso assumiu a presidência da República em 1994, através de uma aliança eleitoral entre o PSDB e o PFL, articuladores políticos de seu governo se aproximaram do PMDB oferecendo ministérios e importantes postos no governo federal, visando garantir maioria parlamentar no Congresso Nacional e viabilizar a implementação das reformas estruturais que estavam sendo propostas pelo novo governo. Com o sucesso do Plano Real e a alta popularidade de FHC, não foi difícil para os tucanos ampliarem a base governista com a adesão do PPB. Além de o presidente Fernando Henrique Cardoso ter conseguido uma ampla maioria no Legislativo, o que lhe garantiu a aprovação de medidas importantes para o seu governo, ele também aglutinou algumas grandes agremiações partidárias em torno de seu nome, conseguindo se reeleger para mais um mandato (1999-2002) à frente da presidência da República. Ao formar uma base de sustentação parlamentar ideologicamente heterogênea, e com fortes contendas regionais, o governo federal também foi o fiador de uma composição política na qual o PSDB, PFL e PMDB passaram a se revezar no comando do Senado e da Câmara dos Deputados desde o primeiro mandato de FHC.

Os presidentes da Câmara Federal no período 1995-2002 foram: Luís Eduardo Magalhães do PFL (1995-1996); Michel Temer do PMDB (1997-1998 e 1999-2000); e, atualmente, a casa é comandada por Aécio Neves do PSDB, até o final de 2002. No Senado a presidência foi ocupada por grandes expoentes da política nacional: José Sarney do PMDB (1995-1996); Antonio Carlos Magalhães do PFL (1997-1998 e 1999-2000); e Jader Barbalho do PMDB, que assumiu o comando em fevereiro de 2001, ficando no cargo até outubro de 2001. A busca de harmonia nas relações entre os poderes Executivo e Legislativo no Brasil guarda certa semelhança em todos os níveis de governo. A formação dos ministérios e secretariados e a distribuição do controle de cargos estratégicos na máquina pública refletem-se automaticamente na constituição das bases de sustentação governista no parlamento.

ACHO QUE FARISEUS SÃO OS DA OPOSIÇÃO.

O assunto já é velho, mas sempre bom que veio do próprio entrevisador esse comentario abaixo.

Lula e os fariseusKennedy Alencar
Num país cristão e conservador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou uma expressão inadequada para retratar uma realidade. Disse que seu sucessor teria de fazer alianças políticas conservadoras para governar.Assim falou Lula: "Quem vier para cá não montará governo fora da realidade política. Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão".Jornalisticamente, a frase é muito boa. Forte e de uma clareza ímpar em relação ao que Lula pensa. Enxergar nela ofensa religiosa é exagero. Teve até comunista mostrando inusitada indignação religiosa. Chegou a ser engraçado, farisaico até.Na entrevista à Folha, publicada na quinta-feira 22/10, o presidente Lula teve o mérito de não se comportar como fariseu. Constatou uma triste realidade do sistema político e discorreu com franqueza sobre câmbio, juros, poupança, crise econômica, interferência do Estado na iniciativa privada, imprensa, futebol etc.A entrevista retrata um presidente maduro e explica por que ele faz um governo bem avaliado e aprovado pela maioria da população. Lula se expôs com sinceridade e clareza de pensamento, algo incomum em entrevistas desse tipo. O petista não se escondeu. O governador de São Paulo, José Serra (PSDB-SP), tem razão. A entrevista mostrou bem quem Lula é. E a fotografia saiu mais positiva do que negativa, apesar dos fariseus.

EXATOS TRÊS ANOS E CONTINUAM...

... COM A MESMA CANTILENA. Essa é a oposição, muito barulho, fraca de argumentos, péssima em mostrar projetos para um Brasil novo e a cantilena continua. Tanto o entrevistado quanto o entrevistador pareciam que estavam ali apenas cumprindo um compromisso de programação da rádio. Suas vozes denotavam uma noite pessimamente dormida ou não mesmo dormida.

Se verificarmos hoje, nada demais na oposição, que parece ter vergonha de si mesma. Também pudera, não renovaram nada tanto de ideias e discursos novos.

Enquanto isso, Lula vai surfando na ruindade das ondas do inimigo.
A entrevista a seguir foi feita no dia 31 de outubro de 2006.

BLOG DA DILMA: LULA RECEBE MAIS UM PRÊMIO: Estadista do Ano concedida pelo Instituto Real de Relações Internacionais do Reino Unido.

BLOG DA DILMA: LULA RECEBE MAIS UM PRÊMIO: Estadista do Ano concedida pelo Instituto Real de Relações Internacionais do Reino Unido.

Temos que divulgar ao máximo, pois se dependermos dos jornlões, nada sairá.

QUANDO NÃO LEIO SOU COBRADO...




Meu trabalho é muito estafante.

Pois é, todos os dias minha esposa me obriga a ler a coluna da Miriam Leitão. Ela me diz que é para eu ser tão genérico como ela. Um dia ela escreve sobre política domestica, outro sobre política internacional, e agora um pouco menos que é a economia.
Sabe o que minha esposa me disse e achei inteligente? Sim, disse-me ela: Miriam é muito esperta, pois nossa economia está indo bem então ela tenta desviar de assunto.
Mas, dentre outros, agora estou me lembrando que ela entende muito de que entende e muito, (sic) de meio ambiente, efeito estufa e tudo o mais.
Quis dizer para minha esposa que ela exagera. Prá que fui falar isso. Minha esposa pegou o jornalão e disse-me: olhe aqui o que ela escreveu sobre o comportamento da nossa diplomacia quanto ao assunto “Honduras”. Veja que banalidades cometemos e por aí foi dessecando, sem deixar de dizer que a Miriam elogiou muito o Obama sobre a nova postura com relação a America Latina e coisas que tais.
Sobre Chávez então, nossa, como tive que ouvir coisas!
Mas não deixei de perguntar os motivos pelos quais Miriam tem deixado de comentar mais sobre economia. Minha esposa ficou como que... bem, vou analisar e te falar depois.
Mas não seria que agora ela tenha perdido algumas fontes de informações, visto que tudo que dava certo ela dizia que: “conforme já escrevi nesta coluna”...
Mas o que tem haver isso? É que, como na maioria das vezes ela tem errado e joga a culpa nas suas fontes, e que esse mercado errou mais uma vez...
Mas, fiquemos por aqui. Nossa colunista será sempre a idolatrada por falsos MBAs e convidada para suas palestras meio que gaguejadas, de forma idêntica quando fala no seu espaço na rádio, no programa do também serrista Sardenberg.

Pedro Bueno.
31/10/2009

http://oquepensabueninho.blogspot.com/

http://buenomuybueno.blogspot.com/

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

PROPAGANDA DO DEM VISTA POR FERNANDO RODRIGUES



Blog do Fernando Rodrigues
Cobertura política, eleitoral, pesquisas e notícias do poder

21h01 - 29/10/2009

Democratas (ex-PFL) na TV fala em 2014, 2020...
O Democratas teve seus 10 minutos semestrais na TV hoje (29.out.2009) à noite.

Um pouco tosco o programa. A proposta principal é para 2014, 2020... Foi o que disse o presidente nacional do Democratas, Rodrigo Maia.

Além de Maia e de seu pai, o ex-prefeito do Rio César Maia, eis os outros personagens que apareceram na tela : deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), senador José Agripino (DEM-RN), senador Heráclito Fortes (DEM-PI), prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e governador de Brasília, José Roberto Arruda.

Arruda falou de suas 2.000 obras em Brasília. Usou uma linguagem incompreensível. Falou de um tal P-Sul, uma tal QNL... Ninguém sabe o que é isso fora do Distrito Federal.

Entre as obras do Democratas foi apresentado o fato de muitos brasileiros hoje terem acesso a telefone celular e internet. Por quê? Porque o Democratas governou o Brasil com o PSDB... É um conceito bem elástico sobre a autoria de uma obra.

Ao final, a propaganda termina com um comercial viral de 30 segundos falando que o governo deixa tudo como está por causa da alta popularidade de Lula. Personagens supostamente "do mal" falam que nada será feito para melhorar a segurança, que Lula nada fará para conter os atos criminosos de parte do MST etc. Por quê? Porque Lula está com a popularidade em alta. O blog tem dúvidas sobre a eficácia desse tipo de propaganda. Possivelmente, o Democratas não tenha garantido muitos votos com essa abordagem --reconhecer que Lula está com a popularidade em alta.

Tudo considerado, foi uma oportunidade perdida (mais uma) da oposição para dar um recado e tentar recuperar seu espaço.

p.s.: o blog tentou embedar aqui a propaganda dos "demos", mas não está ainda na web... nada no google, no site dos "demos" nem no YouTube. É assim que essa turma quer pregar modernidade?

DE CERTA FORMA LULA RELEMBRA O PASSADO...


...quando o doutorzinho, filho do dono das grandes fazendas, voltava da capital e por isso influênciava uma comunidade e depois os jornalões de até uns 15 anos atrás faziam esse papel, o de induzir um povo, uma Nação. MAS FELIZMENTE HOJE ESSE TEMPO É PASSADO.

*************************

O discurso presidencial também tratou de outra ferida exposta da elite dominante: o crepúsculo do estamento dos "formadores de opinião", hoje atropelado pela revolução comunicacional e a afluência das camadas da base da pirâmide social. "A figura do chamado formador de opinião pública, que antes decidia as coisas neste país, já não decide mais. É porque este povo já não quer mais intermediário, este povo tem pensamento próprio, este povo anda pelas suas pernas, trabalha pelos seus braços, enxerga pelos seus olhos e fala pela sua boca. E o que é mais importante, este povo, gente, adquiriu o gosto, o gosto de uma palavra chamada cidadania. Este povo aprendeu a andar de cabeça erguida, este povo aprendeu a ser dono do seu nariz", afirmou o presidente. Lula destacou "o impulso que a atividade dos catadores recebeu nos últimos cinco anos, sobretudo, por conta da visibilidade da categoria, propiciada pelas políticas de apoio de 13 ministros, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e do BNDES". Anunciou créditos num total de R$ 225 milhões para as cooperativas de catadores. E apresentou até um triciclo elétrico, projetado pela Itaipu Binacional e com guincho para cargas pesadas, que as cooperativas venderão aos catadores.

CIRO GOMES SERÁ OU NÃO?


NÃO SERIA MUITO RUIM termos um Ciro Gomes, apesar das esperanças de Lula estar muito afinado com Dilma Rousseff.
Há certas considerações feitas por Ciro, como por exemplo certas ligações com gente não muito séria que hoje compõe o governo, em termos de apoio politico. Diz que necessita para governar de alianças, mas não com gente que hoje se encontra no Congresso. Há gente boa que seria com esses que ele apostaria para uma composição. Vejam o vídeo...



QUANDO DE IMPROVISO LULA...



Quando Lula fala de improviso, a grande midia do contra pega logo sua caneta para achar nas palavras de Lula uma grande falha, QUE POR MENOR QUE SEJA, será uma grande manchete no dia seguinte. Sim daquelas manchetes fantasiosas, pois quando se abre a página o conteúdo é sempre outro.
Mas Lula não é esse ingênuo o ignorante como alguns pensam e desejam que de fato ele seja. Mas Lula não perde a oportunidade de falar o que pensa e dá o seu recado para a maioria do povo e não precisa ficar fazendo discurso para a elite que ainda imagina o Brasil como se fosse o Brasil de ontem.

Sim, felizmente agora temos mais opção de procurar informações, que ao ouvi-las de um canal, possamos também ouvir o outro lado. Olha que "A DONA DA MIDIA" está perdendo a confiança junto à população.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

MAS OS JORNALÕES NADA COMENTAM SOBRE ISSO.


Mas seria esse o governo Serra? Seria por cenas como essas que os jornalões da oposição nada comentam? As favelas do Rio são desnudadas, mas as de São Paulo a não ser coisas inevitáveis que assim mesmo devido a imprensa internacional quase sair na frente dando a noticia. Não fosse isso o Brasil ficaria pensando que São Paulo de Serra é um outro país e de primeiro mundo.
Não se nega o que São Paulo tenha de bom, mas bom que um historiador surgisse agora para falar do quanto este estado sempre foi ajudado por muitos governos da República. Não se nega o valor do povo Paulista. A questão é que seu governador e o prefeito da capital tem uma midia muito poderosa que não passa para todo o povo brasileiro as falhas que lá ocorrem.







terça-feira, 27 de outubro de 2009

SERRA TRANSMITE RECEIO...então...

FICA SERRA, FICA!


Li na revista Istoé, uma reportagem na qual achei muito intessante este tópico, onde o jornalista que deve ser uns dos próximos do governador Serra, como que bastante preocupado com esse sucesso nas pesquisas, mas deixa claramente que quer mesmo é continuar no governo paulista.

*********************************************************

Se o Twitter de Serra pudesse responder às suas inquietações, o melhor conselho seria: "Fica, Serra!" Motivo um: caso esteja disposto a partir para uma reeleição tranquila e comandar o Palácio dos Bandeirantes durante oito anos, ele poderá entrar para a história como um dos maiores governadores que São Paulo já teve - e até mesmo o caos do trânsito, um problema crônico da capital paulista, terá sido resolvido, com obras como o Rodoanel e a ampliação das Marginais. Motivo dois: os partidos que se aglutinam em torno do PT podem dar à chapa governista um tempo de televisão duas vezes maior do que o seu. Motivo três (e mais importante): Aécio tem maiores chances de vitória. Numa disputa entre Dilma e Serra, o roteiro já está traçado: seria um embate entre os oito anos de Lula contra os oito anos de FHC. Tendo Aécio como candidato, a polarização não funcionaria - até porque o político mineiro prega a composição entre PSDB e PT.


QUEREM MESMO DISTÂNDIA DE FHC?

Com FHC? Nem morto!
Deu em O Globo
A sombra
De Ilimar Franco:
Em entrevista a uma emissora de televisão no Ceará, domingo à noite, o presidente do PPS, Roberto Freire, defendeu que a campanha do PSDB para presidente em 2010 se distancie do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Pergunta vai e vem sobre as eleições e Freire sai em defesa da candidatura José Serra, afirmando: "A política econômica de FH não é a do PSDB. Não vamos associar isso ao programa de José Serra, por favor!".

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

NÃO É QUE O JORNAL TEM RAZÃO?





A ingratidão de Lula e a mãozinha tucana
Nas Entrelinhas

Autor(es): Por Daniel Pereira
Correio Braziliense - 26/10/2009

A eventual desistência de Serra em março, a sete meses do pleito, será um atestado público de pessimismo com relação às chances da dobradinha PSDB-DEM nas urnas. É por isso que Aécio pressiona os colegas de oposição a baterem o martelo até o fim do ano. Ele não aceita o papel de candidato escolhido para perder. Tampouco o figurino de azarão


Volta e meia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva critica a oposição. Acusa-a de agir contra os interesses do país e dos brasileiros apenas para prejudicar o andamento do governo. Foi assim, por exemplo, durante a tramitação da proposta destinada a prorrogar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), derrubada numa articulação comandada por senadores do PSDB e do DEM. “Estamos percebendo agora, lá no Senado, que algumas pessoas, dos partidos de oposição, não querem que este país dê certo. E muito menos admitem o sucesso de um torneiro mecânico na Presidência da República”, disparou Lula em dezembro de 2007. Injustiça. Ou ingratidão. Em oito anos de mandato, o então presidente Fernando Henrique Cardoso enfrentou petistas quase raivosos, que lutaram, inclusive, contra bandeiras abraçadas agora sem qualquer embaraço. Como a responsabilidade fiscal. Já Lula tem melhor sorte do que o antecessor. Lida com oposicionistas cordiais. Pouco combativos, carentes de ideias e — voluntariamente ou não — dispostos a servir de escada aos projetos políticos dos atuais mandatários da nação. Pegue-se o caso da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Uma das primeiras ações que tonificaram a pré-candidatura presidencial dela partiu do líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN). Foi em maio de 2008. Discutia-se eventual responsabilidade da “mãe do PAC” na elaboração de um dossiê com despesas pessoais realizadas em nome do ex-presidente FHC. Dilma negava a acusação. A fim de pressioná-la, Agripino lembrou que ela assumira ter mentido sob tortura durante a ditadura militar. Não poderia ter escolhido estratégia mais errada. A resposta da “mãe do PAC” é conhecida. Foi decisiva para enterrar o “dossiegate”. Rendeu-lhe solidariedade. Garantiu-lhe fartos espaços positivos na mídia. E, de quebra, serviu para dissipar as suspeitas, semeadas em partidos aliados, de que não era talhada suficientemente para a disputa pelo Palácio do Planalto. Não à toa, corria naqueles dias a versão gaiata de que “Agripino era o novo líder do governo”. Repetição A ajuda oposicionista pode ocorrer de novo. Agora, a menos de um ano do embate eleitoral. Como favorito ao papel de escada, desponta o governador de São Paulo, José Serra. Um dos pré-candidatos do PSDB e líder nas pesquisas de intenção de voto, Serra diz que só decidirá se concorre à Presidência em março de 2010. Faz o seguinte cálculo político: se o cenário for favorável à sua vitória, entrará no páreo. Caso contrário, abrirá mão da postulação em nome do governador de Minas, Aécio Neves. A estratégia embute um risco enorme aos tucanos. Risco claro, cristalino. A eventual desistência de Serra em março, a sete meses do pleito, será um atestado público de pessimismo com relação às chances da dobradinha PSDB-DEM nas urnas. Dará fôlego e musculatura a Dilma, que será embalada no próximo ano por crescimento econômico, viagens ao lado de Lula, tempo de sobra no horário eleitoral de televisão e um amplo arco de alianças partidárias. É por isso que Aécio pressiona os colegas de oposição a baterem o martelo até o fim do ano. Ou, no mais tardar, em janeiro. À frente do segundo maior colégio eleitoral do país, ele não aceita o papel de candidato escolhido para perder. Tampouco, numa versão mais otimista, o figurino de azarão.

HOJE ESTOU CANSADO. SIMPLIFIQUEM PRA MIM A TEORIA DE CÉSAR.



O QUE REPRESENTA O VOTO CONSERVADOR NO BRASIL?


Trechos da coluna de Cesar Maia na Folha de SP (24).


1. Outro dia, Lula disse que essa será a primeira eleição em que a direita não terá candidato. A menos que o voto seja restrito, como no século 19, ela votará e escolherá um dos candidatos. Mas o que representam esses eleitores de direita? Há anos que pesquisas vêm estudando esse voto "ideológico". São duas formas básicas de avaliação. Uma, clássica, quando se oferece ao eleitor uma régua de 1 a 10 e se indica direita, centro-direita, centro, centro-esquerda e esquerda e se pede que o eleitor se posicione. Na pesquisa seguinte, inverte-se a ordem -esquerda-direita- e se a compara com a anterior.

2. Sempre os que marcam direita são em porcentagem maior que os da esquerda. E, se somarmos direita+centro-direita e esquerda+centro-esquerda, a vantagem à direita permanece. Quando se cruza com as avaliações de governo ou até intenções de voto, se vê que o eleitor que se diz de esquerda está mais próximo de seu candidato que o de direita, que vota de forma mais pragmática. O eleitor que se diz de direita, com uma margem de flutuação maior, pode ser enquadrado entre os potencialmente indecisos, devendo ser um alvo prioritário dos candidatos.

3. Mas a surpresa vem quando se listam temas sempre atribuídos ao pensamento de direita ou de esquerda e se pede ao eleitor que faça sua opção numa tabela de opostos, que vai desde os costumes até o eixo Estado-mercado. A tabela apresenta uma lista de alternativas. Depois elas são colocadas num gráfico, onde os que defendem o mercado são classificados como de direita, e os que defendem o Estado, de esquerda. E da mesma forma em relação a valores: família, religião, costumes, propriedade, lei... A opção conservadora é listada como de direita; a "liberal", de esquerda.

4. Meses antes da última eleição francesa, a Ipsos fez uma ampla pesquisa assim, de forma a definir ideologicamente o eleitor francês sem que ele se autoclassificasse. O resultado não correspondeu a nenhum dos partidos. O eleitor francês era majoritariamente conservador em relação aos valores e estatizante na economia. Ou seja, era de direita em relação aos valores e de esquerda em relação à economia. Esse era o "partido" majoritário na França.

5. O GPP repetiu a mesma pesquisa no Brasil. Aqui também, e até em maior proporção, o eleitor é de direita em relação aos valores e de esquerda em relação à economia. Em 2010, quem quiser que recuse o voto da direita.

domingo, 25 de outubro de 2009

DEZ PERGUNTINHAS...



Dez perguntinhas inocentes, pode?




1- Rio de Janeiro, depois de César Maia, ficará melhor do que o célebre “alcaide” deixou?
2- Nunca tive muita simpatia pelo Prefeito Eduardo Paes, mas será que o Gabeira, neste curto espaço de 10 meses. Teria feito 10% das ações tomadas por Paes?
3- Gabeira não estaria, se Prefeito fosse, ainda “pensando com seus botões” o que iria fazer nesses primeiros dez meses?
4- Todos os males do Rio de Janeiro foram construídos nesses últimos dez anos ou mais?A coisa ficou muito feia para ser desmontado em tão pouco tempo, não acham? O Rio não foi estruturado para deixar de ser a Capital da Republica?
5- O Governo Federal perdeu com as isenções de impostos para diversos setores para amenizar a crise? Funcionou?
6- Com as isenções dadas pelo Governo Federal, as vendas dos produtos que ficaram isentos tiveram um sucesso total. Mas os governos estaduais tiveram grandes benefícios com isso, pois arrecadaram muito através do ICMS. Por qual razão então, os governadores não se manifestaram sobre isso?
7- Quantas obras são executadas nos estados e muitos governadores arrotam vantagem, mas não dizem que muitas ou todas ou tem o aval do Governo Federal nos empréstimos externos, quando não 2/3 são com total dinheiro do Governo Federal? Muitos metrôs e até Rodoanel, o de São Paulo?
8- Por qual razão o jornal O Globo deste domingo estampou em metade da sua primeira página com o seguinte título: BOLSA FAMILIA INIBE EXPANSÃO DE EMPREGOS NO INTERIOR. Será que lá pelos cafundós do Maranhão tem tanta vaga de emprego formal?
9- Claro que ninguém vai ter a ousadia de dizer que ontem, num programa de ajuda, o TELETON, se o Serra fez campanha. Ele fez?
10-Quem vai acreditar que janeiro Serra desce do Muro de Berlim?


Pedro Bueno


25/10/2009


MAS O GLOBO DESTE DOMINGO TENTOU DESVIRTUAR.


16/10/2009 - 17:48
Impactos econômicos do Bolsa Família
O jornalista Fernando Dantas publicou no Estado de S. Paulo desta sexta-feira uma reportagem com os resultados de um estudo recente sobre os impactos do programa Bolsa Família na economia. A conclusão do trabalho é que, o acréscimo no valor dos benefícios pagos, entre 2005 e 2006, de RS 1,8 bilhão, resultou num crescimento adicional do PIB, no período, de R$ 43,1 bilhões. Resultou também em receitas tributárias adicionais de R$ 12,6 bilhões. “O ganho tributário”, escreveu Dantas, “é 70% maior do que o total de benefícios pagos pelo Bolsa Família em 2006, que foi de R$ 7,5 bilhões.
Esses cálculos foram feitos pelo economista Naercio Aquino Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas, do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), o antigo Ibmec-São Paulo, que também é professor na Faculdade de Economia da USP, e por seu aluno na graduação do Insper, Paulo Henrique Landim Júnior. É de se notar que o Insper e Naercio filiam-se a correntes do pensamento econômico situadas a anos-luz de distância das teorias heterodoxas ou mais à esquerda e não têm nada de lulistas.
Não é novidade que programas bem focados de transferência de renda, como é o caso do Bolsa Família, produzem relevantes efeitos multiplicadores no conjunto da economia. Isso só não é verdade para os que não conseguem levantar o véu ideológico que tolda a visão sobre os programas de inclusão social, para os que resistem a repartir melhor a renda produzida ou para os cegos pelas paixões partidárias. Faltava, porém, uma medição quantitativa da dimensão do impacto econômico específico do programa Bolsa Família.
Pois bem, segundo as estimativas de Menezes e Landim, um aumento de 10% no repasse médio per capita do Bolsa Família leva a uma expansão de 0,6% do PIB, no ano em que ocorre o aumento e no seguinte. Em outras palavras, ou melhor, em outros números, cada R$ 0,04 do Bolsa Família aumenta o PIB em R$ 1.
Fica assim provado, com números, que o “assistencialismo” do Bolsa Família move profundamente a economia. Com a vantagem de que, como indicaram os cálculos de Menezes e Landim, o setor mais positivamente impactado é o da indústria – aquele em que os empregos são de mais qualidade. Enquanto no PIB agrícola cada 10% a mais nos repasses do Bolsa Família não apresenta impactos significativos, o efeito nos serviços é de 0,19% no PIB setorial. No PIB industrial, onde o impacto é maior, efeito multiplicador de cada 10% adicionais nos repasses do programa atinge expressivos 0,81%.
Uma tentativa leviana, mais ou menos recente, de confundir o Bolsa Família com programas de distribuição de cestas básicas, a partir de uma declaração crítica de um Lula ainda na Oposição, em relação à distribuição pontual de comida, tem sido largamente disseminada pela internet, via YouTube. Intelectuais de viés conservador utilizam o vídeo como gancho para sustentar suas retorcidas teorias anti-inclusão social e de preservação da renda em mãos de poucos. Com os dados agora disponíveis, o falatório reacionário fica apenas lamentavelmente ridículo.
Copiado do blog do jpkupfer.